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Ciclismo
Giro: Kuss completou a trilogia e Eulálio manteve a camisola branca na etapa `rainha`
O ciclista norte-americano Sepp Kuss completou hoje a trilogia em grandes voltas, ao conquistar a etapa ‘rainha’ da Volta a Itália, com Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) a defender a camisola da juventude.
Após integrar a fuga do dia, o vencedor da Vuelta2023 isolou-se definitivamente nos derradeiros 2.000 metros da ligação de 151 quilómetros entre Feltre e Piani di Pezzè, que concluiu em 4:28.33 horas, gastando menos 13 segundos do que o canadiano Derek Gee e 36 do que o italiano Giulio Ciccone, ambos da Lidl-Trek.
Eulálio cedeu a quatro quilómetros do final da 19.ª etapa, mas segurou a camisola branca, apesar de descer a sexto da geral, liderada por Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), com 4.03 minutos de vantagem sobre o austríaco Felix Gall (Decathlon). O australiano Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe) subiu à terceira posição, a 5.04 do dinamarquês.
Eulálio cedeu a quatro quilómetros do final da 19.ª etapa, mas segurou a camisola branca, apesar de descer a sexto da geral, liderada por Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), com 4.03 minutos de vantagem sobre o austríaco Felix Gall (Decathlon). O australiano Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe) subiu à terceira posição, a 5.04 do dinamarquês.
No sábado, a geral ficará definida no final dos 200 quilómetros entre Gemona del Friuli e Piancavallo, onde a meta coincide com uma das duas contagem de montanha de primeira categoria da jornada.
Kuss voltou para conquistar etapa 'rainha' e cumprir um sonho
Sepp Kuss regressou finalmente à sua melhor versão para completar a trilogia em grandes Voltas, cumprindo um sonho na etapa ‘rainha’ do Giro, na qual o ciclista português Afonso Eulálio conservou a liderança da juventude.
Não se via este Sepp Kuss desde que o norte-americano da Visma-Lease a Bike conquistou a Vuelta2023, mas aquele que outrora foi o melhor gregário do pelotão integrou a bem-sucedida fuga do dia para conquistar a 19.ª etapa, dando uma lição a Giulio Ciccone, o impulsivo italiano da Lidl-Trek que foi apenas terceiro, atrás do seu colega canadiano Derek Gee.
“Para ser honesto, foi algo com que sempre sonhei. Mas todos os anos fica cada vez mais difícil”, confessou ‘Seppy’ após ter-se estreado a vencer na Volta a Itália e completado a trilogia nas ‘grandes’ no final dos 151 quilómetros entre Feltre e Piani di Pezzè, que cumpriu em 04:28.33 horas.
Um dos ciclistas mais afáveis e queridos do pelotão, o norte-americano de 31 anos juntou o triunfo de hoje às duas etapas alcançadas na Vuelta e à do Tour2021, perante o olhar da mãe, que admitiu, de forma emocionada, ver muito pouco durante a época.
“Não consigo acreditar”, declarou, já depois de ser abraçado pelo seu colega dinamarquês Jonas Vingegaard, o ‘maglia rosa’ que manteve os 04.03 minutos de diferença para o austríaco Felix Gall (Decathlon) e aumentou a vantagem para o terceiro classificado, que agora é o australiano Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe), a 05.04.
Depois de assumir que “as sensações” não eram as melhores antes do arranque da etapa, Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) descolou a apenas 4.000 metros do final e salvou a camisola branca ao ser 16.º, a 02.25 minutos de Kuss, caindo, no entanto, para sexto na geral, a 07.26 de Vingegaard.
O figueirense de 24 anos perdeu também margem para Davide Piganzoli (Visma-Lease a Bike), com o italiano a partir para a última jornada de montanha a apenas 01.03 do ‘maglia bianca’.
Numa jornada com 5.000 metros de desnível acumulado, a fuga tardou, formando-se já depois de Jonathan Narváez (UAE Emirates), vencedor de três etapas e então segundo na classificação por pontos, abandonar, após ter caído quando se dirigia ao autocarro no final da etapa anterior.
Apenas quando estavam decorridos mais de 40 quilómetros uma multidão se distanciou do pelotão, com nomes grandes como Kuss, Gee e Ciccone, incansável na demanda pela camisola da montanha, Damiano Caruso (Bahrain Victorious), Giulio Pellizzari (Red Bull-BORA-hansgrohe), a grande deceção deste Giro, ou Michael Storer (Tudor).
Após ter passado por dificuldades na ascensão a Coi, Eulálio cumpriu a subida ao ‘teto’ deste Giro, o Passo Giau, uma categoria especial situada a 2.305 metros de altitude, no grupo de favoritos, antes de ter de pôr o pé no chão por uma ligeira saída de estrada.
Na frente, a quase três minutos do grupo do ‘maglia rosa’, Gee ia subindo virtualmente posições na geral – haveria de ultrapassar apenas o português -, tendo mesmo sprintado para bonificar seis segundos no ‘KM Red Bull’, para desgosto de Einer Rubio (Movistar), o líder desta particular classificação, que, em retaliação, foi roubar pontos na contagem seguinte a Ciccone.
Furioso com a atitude do colombiano, o italiano reagiu por impulso e atacou na descida, ganhando mais de um minuto para os perseguidores, que reagiram na subida final, onde Kuss deixou definitivamente para trás Gee e ainda ultrapassou o novo líder da montanha.
Embora já tivesse conseguido o seu propósito, ‘Cicco’ decidiu não esperar pelo seu colega canadiano e foi ‘castigado’, acabando apenas na terceira posição, a 36 segundos – Gee seguiu ao seu ritmo e foi segundo, a 13.
Enquanto os fugitivos discutiam a etapa, os favoritos lutavam pelo pódio, com Eulálio a descolar a pouco mais de quatro quilómetros do final, pouco antes de Gall atacar, obrigar Vingegaard a reagir e hipotecar o pódio de Thymen Arensman.
O neerlandês da Netcompany INEOS perdeu o terceiro lugar para Jai Hindley, que ainda foi ajudado por Pellizzari para ascender merecidamente ao pódio – o vencedor de 2022 foi mais consistente na montanha e demonstrou querer mais o top 3 do que o fugidio Arensman.
No sábado, a geral e a eventual subida de Eulálio ao pódio final como vencedor da classificação da juventude ficarão definidas no final dos 200 quilómetros entre Gemona del Friuli e Piancavallo, onde a meta coincide com uma das duas contagem de montanha de primeira categoria da jornada.
Sepp Kuss regressou finalmente à sua melhor versão para completar a trilogia em grandes Voltas, cumprindo um sonho na etapa ‘rainha’ do Giro, na qual o ciclista português Afonso Eulálio conservou a liderança da juventude.
Não se via este Sepp Kuss desde que o norte-americano da Visma-Lease a Bike conquistou a Vuelta2023, mas aquele que outrora foi o melhor gregário do pelotão integrou a bem-sucedida fuga do dia para conquistar a 19.ª etapa, dando uma lição a Giulio Ciccone, o impulsivo italiano da Lidl-Trek que foi apenas terceiro, atrás do seu colega canadiano Derek Gee.
“Para ser honesto, foi algo com que sempre sonhei. Mas todos os anos fica cada vez mais difícil”, confessou ‘Seppy’ após ter-se estreado a vencer na Volta a Itália e completado a trilogia nas ‘grandes’ no final dos 151 quilómetros entre Feltre e Piani di Pezzè, que cumpriu em 04:28.33 horas.
Um dos ciclistas mais afáveis e queridos do pelotão, o norte-americano de 31 anos juntou o triunfo de hoje às duas etapas alcançadas na Vuelta e à do Tour2021, perante o olhar da mãe, que admitiu, de forma emocionada, ver muito pouco durante a época.
“Não consigo acreditar”, declarou, já depois de ser abraçado pelo seu colega dinamarquês Jonas Vingegaard, o ‘maglia rosa’ que manteve os 04.03 minutos de diferença para o austríaco Felix Gall (Decathlon) e aumentou a vantagem para o terceiro classificado, que agora é o australiano Jai Hindley (Red Bull-BORA-hansgrohe), a 05.04.
Depois de assumir que “as sensações” não eram as melhores antes do arranque da etapa, Afonso Eulálio (Bahrain Victorious) descolou a apenas 4.000 metros do final e salvou a camisola branca ao ser 16.º, a 02.25 minutos de Kuss, caindo, no entanto, para sexto na geral, a 07.26 de Vingegaard.
O figueirense de 24 anos perdeu também margem para Davide Piganzoli (Visma-Lease a Bike), com o italiano a partir para a última jornada de montanha a apenas 01.03 do ‘maglia bianca’.
Numa jornada com 5.000 metros de desnível acumulado, a fuga tardou, formando-se já depois de Jonathan Narváez (UAE Emirates), vencedor de três etapas e então segundo na classificação por pontos, abandonar, após ter caído quando se dirigia ao autocarro no final da etapa anterior.
Apenas quando estavam decorridos mais de 40 quilómetros uma multidão se distanciou do pelotão, com nomes grandes como Kuss, Gee e Ciccone, incansável na demanda pela camisola da montanha, Damiano Caruso (Bahrain Victorious), Giulio Pellizzari (Red Bull-BORA-hansgrohe), a grande deceção deste Giro, ou Michael Storer (Tudor).
Após ter passado por dificuldades na ascensão a Coi, Eulálio cumpriu a subida ao ‘teto’ deste Giro, o Passo Giau, uma categoria especial situada a 2.305 metros de altitude, no grupo de favoritos, antes de ter de pôr o pé no chão por uma ligeira saída de estrada.
Na frente, a quase três minutos do grupo do ‘maglia rosa’, Gee ia subindo virtualmente posições na geral – haveria de ultrapassar apenas o português -, tendo mesmo sprintado para bonificar seis segundos no ‘KM Red Bull’, para desgosto de Einer Rubio (Movistar), o líder desta particular classificação, que, em retaliação, foi roubar pontos na contagem seguinte a Ciccone.
Furioso com a atitude do colombiano, o italiano reagiu por impulso e atacou na descida, ganhando mais de um minuto para os perseguidores, que reagiram na subida final, onde Kuss deixou definitivamente para trás Gee e ainda ultrapassou o novo líder da montanha.
Embora já tivesse conseguido o seu propósito, ‘Cicco’ decidiu não esperar pelo seu colega canadiano e foi ‘castigado’, acabando apenas na terceira posição, a 36 segundos – Gee seguiu ao seu ritmo e foi segundo, a 13.
Enquanto os fugitivos discutiam a etapa, os favoritos lutavam pelo pódio, com Eulálio a descolar a pouco mais de quatro quilómetros do final, pouco antes de Gall atacar, obrigar Vingegaard a reagir e hipotecar o pódio de Thymen Arensman.
O neerlandês da Netcompany INEOS perdeu o terceiro lugar para Jai Hindley, que ainda foi ajudado por Pellizzari para ascender merecidamente ao pódio – o vencedor de 2022 foi mais consistente na montanha e demonstrou querer mais o top 3 do que o fugidio Arensman.
No sábado, a geral e a eventual subida de Eulálio ao pódio final como vencedor da classificação da juventude ficarão definidas no final dos 200 quilómetros entre Gemona del Friuli e Piancavallo, onde a meta coincide com uma das duas contagem de montanha de primeira categoria da jornada.